Lanterna no Brasileirão não abala Renato Gaúcho
O otimismo do técnico Renato Gaúcho segue inabalável. Após assegurar que o Fluminense faria quantos gols fossem necessários para ser campeão da Libertadores, o técnico também não se abateu com a derrota por 1 a 0 para o Goiás, domingo. Ele garante que a sua equipe buscará a reabilitação no Campeonato Brasileiro.
– Nosso grupo é bom, forte e guerreiro. Precisaremos de alguns dias para deixar para trás o nocaute da Libertadores, mas, com certeza, já já voltaremos a vencer e recuperaremos os pontos perdidos. O Fluminense é grande. Logo estará entre os primeiros colocados – afirmou Renato Gaúcho.
Apesar da confiança do treinador, o Fluminense é o lanterna do Brasileirão com apenas três pontos conquistados em nove jogos e aproveitamentos de míseros 11%. É o único time que ainda não venceu no campeonato.
– O segredo é procurar fazer a lição de casa e pontuar. A parte psicológica ainda pesa um pouco, porque é difícil esquecer o que aconteceu na Libertadores. Devemos pensar apenas no Brasileiro agora – repetiu.
GAZETA PRESS
Com gols de Perea, Grêmio bate o Fluminense no Olímpico
O Grêmio voltou a fazer bonito dentro de casa no Campeonato Brasileiro. O Tricolor gaúcho derrotou o Fluminense por 2 a 1 neste domingo, pela quinta rodada do Nacional. Perea fez os dois gols do time da casa, enquanto Dodô, de pênalti, descontou para os cariocas.
Fora de campo, a tarde foi recheada de homenagens. Renato Gaúcho e Jardel, talvez os dois maiores ídolos da história do Grêmio, estavam no Estádio Olímpico. O centroavante do time treinado por Felipão estava na torcida e saiu satisfeito com o resultado. Já o ponta-direita da equipe de Valdir Espinoza, sentado no banco de reservas do adversário, deixará Porto Alegre frustrado com mais uma derrota no Brasileirão.
Finalista da Libertadores, o time carioca ocupa a lanterna da competição com apenas um ponto ganho. Já o Grêmio chegou aos 10 e segue muito bem colocado na tabela de classificação.
No próximo sábado, às 18h10min, o Grêmio enfrenta o Goiás, no Serra Dourada.
O jogo
Celso Roth iniciou a partida no mesmo esquema que vem utilizando nos jogos pelo Brasileirão. Pereira foi mantido como líbero, ao lado de Léo e Réver na zaga. Já Renato Gaúcho modificou a estrutura tática da sua equipe. Sem os dois laterais titulares – Júnior César e Gabriel – o treinador da equipe carioca sacou o volante Arouca e entrou em campo com Dodô ao lado de Washington na frente.
A idéia de Renato Gaúcho não deu resultado e o finalista da Libertadores foi dominado pelo, até pouco tempo, contestado time de Celso Roth. Felipe Mattione pela direita, Roger e Rafael Carioca no meio-campo, organizavam as principais jogadas de ataque do tricolor gaúcho.
Perea abre o placar
O camisa 10 do Grêmio estava inspirado. Aos 12 minutos, o meia gremista pegou de primeira um rebote na entrada da área e por muito pouco não abriu o placar. Aos 23, ele cobrou escanteio da esquerda. Pereira surgiu no meio e cabeceou violentamente. Fernando Henrique fez grande defesa no chão, mas a bola se ofereceu para Perea mandar para dentro da meta carioca.
Só dava Grêmio. Até o primeiro gol de Perea o Fluminense não havia finalizado uma vez sequer contra a meta de Victor. O time carioca só foi chegar com certo perigo aos 34 minutos, em uma cabeçada do centroavante Washington. O Tricolor das Laranjeiras teve outra boa chance aos 44, em uma cobrança de falta feita por Thiago Neves.
Grêmio segue melhor após o intervalo
Ao contrário da última partida, o Grêmio voltou esperto para a etapa final e o segundo gol não demorou a sair. Aos nove minutos, o colombiano Perea recebeu pela meia-esquerda, invadiu a área, deixou para trás o zagueiro Thiago Silva e chutou de bico para o fundo das redes de Fernando Henrique.
As coisas ficaram ainda mais difíceis para o Fluminense aos 12 minutos, quando Thiago Neves agrediu Felipe Mattione e foi expulso pelo árbitro Evandro Roman.
Roger quase ampliou aos 16 para o Tricolor gaúcho. O meia bateu falta em cima da barreira do Fluminense. Na volta, pegou de primeira e obrigou o goleiro do Fluminense a se esticar todo para espalmar.
Susto no final
Quando o jogo estava praticamente definido, Reinaldo cometeu um pênalti desnecessário em Dodô. Ele mesmo cobrou e descontou para o Fluminense. Animado, o time carioca buscou o empate, mas o time gremista manteve o bom toque de bola e sustentou o resultado até o final.
O domingo foi perfeito no Estádio Olímpico. Aplausos e homenagens aos ídolos do passado e uma excelente vitória com a equipe do presente.
| GRÊMIO 2 | FLUMINENSE 1 |
|---|---|
| Victor; Léo, Felipe Mattione (Anderson Pico), Pereira e Helder; Réver, Eduardo Costa (Amaral), Rafael Carioca e Roger; Reinaldo (Makelele) e Perea | Fernando Henrique; Carlinhos, Thiago Silva, Luiz Alberto e Roger; Ygor (Arouca), Cícero (Maurício), Thiago Neves e Darío Conca; Dodô e Washington (Tartá) |
| Técnico: Celso Roth | Técnico: Renato Gaúcho |
| Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS) Data: 8 de junho de 2008, domingo Horário: 16 horas (de Brasília) Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR) Assistentes: José Pontarolo e José Dias Passos (ambos do PR) Cartões amarelos: Eduardo Costa, Pereira, Roger, Reinaldo, Perea (Grêmio); Ygor, Luiz Alberto, Darío Conca (Fluminense) Cartão vermelho: Thiago Neves (Fluminense) Gols: GRÊMIO: Perea aos 23 minutos do primeiro tempo; Perea aos nove minutos do segundo tempo FLUMINENSE: Dodô aos 32 minutos do segundo tempo |
|
ClicRBS
Flu na final da Libertadores 2008
Tinha que ser sofrido, mas nesta quarta-feira, com mais de 75 mil tricolores no Maracanã, os jogadores do Fluminense escreveram um dos mais belos capítulos na história do clube. Com uma vitória de virada por 3 a 1, o time do técnico Renato Gaúcho passou pelo favoritíssimo Boca Juniors e decide, pela primeira vez, a Copa Libertadores.
Vale lembrar que o adversário do Fluminense na final da competição mais importante entre clubes da América é a LDU, do Equador, primeiro adversário do Tricolor na competição.
PRIMEIRO TEMPO: FLU SE SEGURA NA DEFESA
Ao contrário do que se esperava, Renato Gaúcho escalou Cícero mais adiantado, dando mais opções para o ataque do Fluminense e pressionando a saída de bola do adversário. Mais atrás, Ygor e Arouca protegiam com segurança a entrada da área e davam tranqüilidade para a defesa. Por falar em tranqüilidade, o time do Boca se segurava atrás e não demonstrava nervosismo por ter de jogar contra o tempo.
Com lances de perigo para ambos os lados, a partida estava equilibrada, mas a partir dos 17 minutos o Tricolor, que jogava bem até então, recuou e, com isso, fez o adversário crescer em campo. Irritado, Renato Gaúcho pedia para o time sair da retranca. Nas arquibancadas, os quase 80 mil tricolores faziam a sua parte e, com vaias, ajudavam o time a parar o ímpeto adversário.
Na base do contra-ataque o Fluminense, muito nevorso, tentava impor seu futebol, mas, mais uma vez, contava com a ótima atuação de Fernando Henrique para segurar o 0 a 0. Fim do primeiro tempo e promessa de mais 45 minutos emocionantes.
SEGUNDO TEMPO: VIRADA SENSACIONAL
Muito mais ligado, o time do Fluminense voltou querendo jogo, mas esbarrava em um adversário experiente e bem armado em campo. No ataque, o Tricolor das Laranjeiras pecou em dar espaços na defesa e acabou sendo castigado por isso. Aos 12 minutos, após cruzamento despretensioso da esquerda, Palermo, na pequena área, só escorou para tirar o zero do placar.
Diante de um “silêncio ensurdesedor” no Maracanã, o time do técnico Renato Gaúcho não ia desistir tão facilmente. Bola rolando e muita disposição. Símbolo da valentia tricolor, a estrela de Washington voltou a brilhar em mais um jogo decisivo. Em cobrança de falta perfeita, no ângulo esquerdo de Migliore, o camisa 9 deixou tudo igual aos 17 minutos.
Muita festa nas arquibancadas, mas o melhor ainda estava por vir e tinha que sair dos pés de um compatriota. Em contra-ataque fulminante, aos 26 minutos, o argentino Conca recebeu livre pela esquerda e chutou da entrada da área. A bola ainda desviou na zaga adversária antes de estufar a rede.
O gol de Dodô, já nos acréscimos, só veio para aumentar ainda mais a festa de todos os Tricolores. Com mais uma vitória no Maracanã, o Fluminense faz história e está na final da Libertadores. O time do técnico Renato Gaúcho encara agora a LDU, do Equador.
FICHA TÉCNICA:
FLUMINENSE 3 X 1 BOCA JUNIORS
Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 04/6/2008 - 21h50min (de Brasília)
Árbitro: Carlos Torres (PAR)
Auxiliares: Manuel Bernal (PAR) e Emigdio Ruiz (PAR)
Renda/público: R$ 1.729.117,50 / 78.856 pagantes
Cartões amarelos: Washington, Arouca, Thiago Neves, Gabriel, Fernando Henrique, Junior Cesar (FLU); Riquelme, Palermo (BOC)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Palermo, 12′/2ºT (0-1); Washington, 17′/2ºT (1-1); Conca, 26′/2ºT (2-1), Dodô, 47′/2ºT (3-1)
FLUMINENSE: Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luiz Alberto e Junior Cesar; Ygor (Dodô, 15′/2ºT), Arouca, Cícero, Conca e Thiago Neves (Maurício, 33′/2ºT); Washington (Roger, 47′/2ºT). Técnico: Renato Gaúcho.
BOCA JUNIORS: Pablo Migliore, Hugo Ibarra, Julio Cáceres, Gabriel Paletta e Morel Rodríguez (Boselli, 33′/2ºT); Vargas (Ledesma, intervalo), Battaglia, Dátolo (Chavez, 39′/2ºT) e Riquelme; Palacio e Martín Palermo. Técnico: Carlos
FONTE: MSN Esportes
Flamengo vence clássico
Mesmo atuando com 10 jogadores desde os 23 minutos do segundo tempo – Diego Tardelli foi expulso –, o Flamengo fez valer o fato de jogar com a equipe titular e derrotou o Fluminense por 1 a 0 no clássico disputado na noite deste domingo no Maracanã. Leonardo Moura, de pênalti, fez o único gol da partida.
O Fluminense atuou com a equipe reserva para preservar os titulares para o confronto com o Boca Juniors, pela Libertadores.
O resultado colocou o Flamengo na vice-liderança do Campeonato Brasileiro, com 10 pontos ganhos, sendo superado pelo líder Cruzeiro, com melhor saldo de gols. Já o Fluminense é o lanterna absoluto da competição, com apenas um ponto ganho após quatro rodadas.
Na próxima rodada, o Fluminense vai ao Olímpico, em Porto Alegre, encarar o Grêmio.O Flamengo receberá o Figueirense no Maracanã.
GAZETA PRESS
Fluminense reclama do gramado para semifinal da Libertadores
Os jogadores do Fluminense não gostaram do gramado do estádio do Racing, o Juan Domingo Perón, palco da partida desta quarta-feira, contra o Boca Juniors, pela semifinal da Libertadores. Os atletas treinaram no estádio na noite de segunda e reclamaram que o piso é duro e desnivelado.
Já técnico Renato Gaúcho fez questão de dizer que isso não será desculpa em caso de mau resultado em Buenos Aires.
– Bom não é, mas foi o campo que o Boca escolheu e é neste que a gente vai jogar. Quem quer ser campeão da Libertadores tem de passar por isso, não tem jeito. A gente já sabe que vai estar muito frio e que deve chover. Paciência, ué. É para jogar no frio? Vamos jogar no frio – disse Renato ao Globoesporte.com.
O estádio do Racing, de fato, não é convidativo. É longe centro de Buenos Aires (cerca de 40 minutos) e as ruas ao redor são desertas e mal-iluminadas. Além disso, o Fluminense deve sofrer com a chuva e o frio na capital argentina.